Cloud x CIOs: como o Cloud First pode minar sua TI corporativa

 In Jornada para nuvem

Artigo escrito por Fabio Kuhl e Syed Saleem, Especialistas em Cloud da Globalweb Cloud e Ajay Gupta, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Jamcracker.

A ideia de migrar de forma instantânea e a qualquer custo para a nuvem pode ser o caminho para uma Jornada para a nuvem frustrada e sem benefícios práticos para a corporação

Sim, caros CIOs, vocês leram certo o título desse artigo. E logo de início questiono: será que o reinado da Cloud Computing, com a hegemonia da estratégia de “Cloud First” para entrada no mundo da nuvem corporativa, não está minando os reais benefícios da Jornada para a Nuvem? Muitos podem ter adotado a Cloud computing como a base para um grande salto tecnológico. Entretanto, esse argumento não foi o suficiente para encantar os CFOs, que sempre foram claros a respeito de suas expectativas: eles queriam uma mudança na forma como a TI é disponibilizada para a organização e, principalmente, um gerenciamento de custo de TI realmente eficiente.

Segundo o GARTNER (Fevereiro de 2020), até 2023, mais de 60% das organizações que adotaram a estratégia de cloud-first a substituirão por uma estratégia de cloud-smart.

Mas por que isso aconteceu? Vários aspectos podem explicar. Um deles é que, para migrar para a nuvem, as empresas simplesmente aumentaram e deslocaram a maioria dos seus workloads, em vez de promoverem uma reformatação para adaptá-los a essa nova forma de funcionar propiciada pela nuvem. Outro ponto: a nuvem pública, até então, foi encarada como uma simples extensão da virtualização. Ou seja, os gestores optaram por apenas migrar os servidores e as soluções para a nuvem pública, o que acaba a tornando tão custosa quanto o ambiente on-premises ou até mesmo mais cara. A soma desses fatores explica por que os benefícios reais na gestão de custo não foram alcançados. Utilizando essa metodologia simplista deixa de ser explorado o verdadeiro potencial de economicidade e otimização que a nuvem pública proporciona.

Além disso tudo, existe um outro ponto de atenção. A portabilidade desses workloads levou as empresas a contratarem diversos provedores de nuvem pública. Essa pluralidade de nuvens e fornecedores, a tal jornada Multicloud (multinuvem), ajudou as empresas a encaixar os workloads nos ambientes corretos de nuvem e evitou o aprisionamento (o famoso lock-in) a um único fornecedor. Todas essas foram as decisões corretas, mas, no devido tempo, isso levou a um ambiente muito frágil. Isso porque esse movimento resultou na manutenção, ou mesmo aumento dos custos, o que está bem distante dos benefícios financeiros esperados pelos CFOs.

A Verdade é que a Multicloud (Multinuvem) só trará benefícios para uma corporação se for bem gerenciada em todos os aspectos, como segurança, facilidade de implantação, gerenciamento de recursos e otimização de custos. Do contrário ela será mais um entrave para se alcançar benefícios de gestão e de custos.

Então eu pergunto. Como as empresas podem alcançar os reais benefícios da migração para a nuvem? O primeiro passo é adotar uma Cloud Management Plataform (CMP). Contudo, isso não é o bastante. É preciso ainda adotar a CMP com capacidade de Cloud Brokering. O próprio Gartner reforça essa estratégia (consulte Gartner Cloud Management Wheel publicado em 2018).

A verdade é que a estratégia de nuvem das empresas está migrando para uma abordagem mais refinada, que permitem obter o melhor de cada provedor de nuvem para sua corporação. Por exemplo, pode-se executar análises de dados ou cargas de trabalho de aprendizado de máquina usando um serviço de nuvem, enquanto simplesmente armazenam dados brutos em um serviço alternativo. Essa personalização entre várias plataformas em nuvem é a real estratégia Multicloud. E com isso, as empresas podem garantir a flexibilidade de que precisam, além de suas transformações digitais cada vez mais complexas. A nuvem é sem dúvida o futuro dos negócios – e já estamos vendo isso evoluir.

A Multicloud na prática

A Globalweb Cloud, juntamente com a Jamcracker, fornece uma plataforma de gerenciamento Multicloud que agrega qualquer fornecedor. Uma solução para as empresas resolverem cenários comuns e complexos.

  • Orquestração e provisionamento automatizados sob demanda de infraestruturas de nuvem pública, privada e híbrida.
  • Painel único de controle para gestão centralizada ou para o departamento de TI fazer gerenciamento de recursos.
  • Painéis de análise de TI, departamento e LOBs centrais para visibilidade, utilização e gestão de custos na nuvem.
  • Governança de TI central para controle no nível do departamento para definir o catálogo de serviços, orçamentos e etc.
  • Controle de retorno e estorno para departamentos.
  • Painel de visibilidade para IT Shadow e Cloud Sprawl.
  • Uma estrutura de políticas para automatizar tarefas repetidas, escala automática e controle financeiro.
  • Estrutura de plug-in para integração de automação de DevOps.

Em parceria com a Globalweb Cloud, a Jamcracker oferece três soluções para empresas e CIOs escolherem e escalarem conforme e quando eles precisarem.

  1. Cloud Analytics – Visibilidade de custos da nuvem em toda a organização.
  2. Cloud Control – Solução de gerenciamento de nuvem unificada para nuvem pública.
  3. Gerenciamento de Nuvem Híbrida – Solução de gerenciamento de nuvem unificada para nuvem pública e privada.

As soluções da Jamcracker Cloud Management Plataform são pré-integradas ao Microsoft Azure, Amazon AWS, Google Cloud, IBM Cloud, Microsoft Azure Stack, OpenStack, WMware vcenter, VMware vcloud Director e Cloud Stack. Os portais são white-label, baseados em dispositivos e as empresas podem hospedá-las na sua nuvem de preferência.

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